Para quem está acostumado, 4 horas e meia de sono dá e sobra. Mas acho que perdi a forma. Depois de ter ido dormir às 4h, acordei às 8h30. Um pouco antes das 9h, o Samuel, integrante da primeira geração dos Cabinha e, atualmente, gestor do Sesc Crato, foi nos buscar. Ele mora no Crato, mas vai todo fim de semana para Nova Olinda, nosso destino final. No caminho, já aproveitamos para entrevistá-lo. Foi ótimo, pois fizemos boas imagens dele, enquanto dirigia e respondia perguntas, e da paisagem no caminho.
Já em Nova Olinda, fomos direto para a Casa Grande. O olho encheu de lágrima. É lindo ver a fundação por foto, mas é inexplicável estar dentro dela. Os meninos já correram para nos receber e nos apresentaram aos outros que estavam na Casa. A Casa Grande é o local para onde eles vão depois da escola. Lá, além de brincar, eles trabalham de acordo com suas funções. Há laboratórios de rádio e TV, gibiteca, DVDteca, teatro, museu, etc. Prometo que explico BEM melhor no documentário, mas, por enquanto, fica o site para quem estiver interessado em conhecer: http://www.fundacaocasagrande.org.br/ .
Os pais das crianças da Casa Grande criaram uma cooperativa e é deles a responsabilidade da hospedagem. Algumas famílias construíram pousadas no próprio quintal e é em uma dessas que estamos, a casa da Dona Marizete. Nos recebeu mais do que bem e preparou um lanche maravilhoso, que deixou o do Bob’s (aquele de Recife) no chinelo! Passamos a tarde toda na fundação. Entrevistamos Alemberg, o fundador da casa, o Rodrigo, um dos Cabinha, e os meninos da Abanda (que já são adultos, entre 20 e 22 anos, e têm suas funções na fundação). Tentei ficar alheia ao futebol, mas o Helinho (integrante da Abanda e palmeirense roxo) fez questão de me informar sobre a derrota do Todo Poderoso. Sem problemas. Precisávamos de 7 pontos em 3 jogos para brigar pelo título. Mas quem precisa desse título? Temos dois na temporada, o Brasileiro não é a nossa meta. Mas ok, de volta ao Cariri.
O dia foi produtivo e ainda íamos para a sessão de cinema. Já que foi cancelada, Iêdo e René (11 e 10 anos) foram nos buscar na pousada. Nova Olinda é realmente uma cidade minúscula. Nossas opções para o dia eram um desfile de modelos amadoras para a inauguração de uma loja, ou o velório de uma mulher que morreu atropelada. Os dois atraíram bastante público, mas escolhemos o desfile, claro. Era O evento da cidade e estava LO-TA-DO. Os meninos logo quiseram ir embora e, depois de ouvir “temos 3 modelos muito melhores aqui”, acatamos o pedido. Eles nos levaram à “melhor sorveteria de Nova Olinda” e depois voltamos para a Casa Grande, que também fica aberta à noite. Batucamos, brincamos, dançamos reizado (joga no Google, não vou explicar!rs) e, claro, entrevistamos os meninos. Jornalista com câmera na bolsa é um problema!
Dormir foi tenso! Calor infernal, uma aranha laranja no quarto, sem abajur (ainda tenho medo de escuro, e daí?!), e o pior de tudo, não eram nem 23h30! Para pessoas noturnas, como eu, dormir a essa hora é quase impossível. Mas o ritmo das crianças aqui é acelerado te cansa o suficiente para dormir cedo.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
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