quarta-feira, 23 de setembro de 2009

21/09 (segunda): O DIA EM QUE DISCORDEI DO GARFIELD...

Hoje, só hoje, eu não odeio a segunda-feira! Acordar em Nova Olinda é outra história. Combinamos de dormir até umas 9h, mas o cansaço era grande e só saímos da cama às 11h, o que é uma heresia por aqui. As pessoas costumam acordar por volta das 6h, seja para ir trabalhar e ir à escola, seja para cuidar dos deveres do lar. A dona Marizete deve ter achado que a gente tinha morrido, coitada.

A água acabou logo de manhã, claro, comigo debaixo do chuveiro com um tanto de sabonete no corpo. Mas, consegui me virar com os respingos finais. Tristes aqueles (Nati e Amanda) que nem banho conseguiram tomar.

Chegamos à Casa Grande por volta das 12h30. Segunda-feira é dia de reunião e mutirão. A reunião acontece dentro do museu, com umas 15 crianças e, às vezes, um adulto. Lá se define as funções de cada um ao longo do dia. Limpar o almoxarifado, restaurar instrumentos da bandinha de lata, pregar placas pela fundação, filmagens, enfim, tarefas que, se não forem finalizadas na segunda, ficam para terça-feira.

Entrevistamos o Daniel, novo baterista da bandinha de lata, enquanto ele limpava o almoxarifado e depois eu fui ajudar o Momô a pregar placas. Fomos almoçar por volta das 15h, mais uma para a coleção de heresias. Dona Marizete preparou um baião de dois para ninguém botar defeito. Se ela não pode ficar na mesa com a gente, sempre chama o Jenfte, filho dela. Um querido também. Com 16 anos, ele cuida da gibiteca da fundação e, além de escrever roteiros para gibis, é o responsável pela arte final.

Voltamos à tarde, mas já não tínhamos muito o que fazer por aqui. Aproveitamos para entrevistar o Rodrigo (guitarrista dos Cabinha), enquanto ele apresentava o programa de rádio dele. Fora isso, ficamos brincando com as crianças na mesa. Ensinei a umas 3 o batuque da música “Fome come”, do Palavra Cantada (http://migre.me/duIM
). Bastou plantar a sementinha e a coisa se espalhou. Uma criança ensinou para a outra, eu auxiliei os que tinham mais dificuldade e, em pouco tempo, todas elas estavam batucando com garrafinhas. Ah! Aproveitando a onda, ensinei também como fazer um samba na percussão corporal. Incrível como são interessados e aprendem rápido.

Pausa no batuque para o banho. Voltamos as três para a pousada e, durante o jantar, todos os nosso ‘alunos’ vieram nos buscar, de banho tomado e cada um com a sua garrafinha (sim, quase chorei!). Voltamos para a Casa Grande e lá ficamos batucando até umas 22h. Aí voltamos para dormir e com a doce ilusão de acordar às 5h30, para filmar o Rodrigo acordando e indo para a escola. Haja despertador.

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