sexta-feira, 25 de setembro de 2009

23/09 (quarta): PENSE EM UM DIA CHEIO...

Hoje foi! Com 3 despertadores, conseguimos acordar às 5h30 e fomos para a casa da Meirivan. Era para pegarmos o Rodrigo (cabinha) dormindo, mas ele já estava acordado. Conhecemos o pai dele, um querido. Na TV, o noticiário da Record falando do trânsito de São Paulo! Por que, meu Deus? Nem aqui eu me livro disso? E era sobre a 23 de maio ainda, pertinho de casa. Filmamos o Rodrigo tomando café, escovando os dentes e saindo para a escola. Ser um dos personagens principais tem sua desvantagem. Ficamos mais um tempo na casa deles, entrevistando a mãe, o pai e acompanhando a preparação do Thiaguinho (3 anos) para ir à escola. Ele adorou ser filmado. A Nati e a Amanda o levaram até a escola, mas ele ficou inconformado de não irmos buscar.

Fomos novamente ao colégio dos cabinhas, desta vez para filmar o recreio e uns minutinhos deles durante a aula. Antes mesmo de bater o sinal, já estávamos rodeadas de crianças. As perguntas sobre o meu cabelo são variadas e constantes. Não que em São Paulo não me questionem às vezes, mas aqui simplesmente NÃO EXISTE cabelo como o meu. Logo, ele se tornou uma atração à parte, assim como as tatuagens malucas da Amanda. A Nati o povo diz que tem cara de ser daqui, nada de ‘bizarro’nela. No intervalo, além de responder a perguntas, pude reparar que as crianças que não são da Casa Grande também aprenderam meus batuques. E o Luan sempre me denunciando: “bate nos peito pra eles verem”. O mais engraçado é que pessoas que nunca vimos na vida sabem o nosso nome, de onde viemos e o que estamos fazendo aqui. Me sinto uma ex-BBB, do tipo que não fez nada da vida mas, por um acaso, ficou conhecida. "Ei, Nayla" (com aquele sotaque lindo) é o que mais ouço por aqui, cada hora de uma boquinha diferente.

Hoje foi o dia de ir à casa do Momô também. Pegamos a família almoçando e a ideia era fazer umas imagens deste momento e depois entrevistar todos juntos na sala. Mas a dona Cristina é daquelas mães que se sentem mães de todas as criaturas do universo. Além de cuidar dos quatro filhos, um neto, um cachorro e um gato, ainda cuida de vários animaizinhos que ela tem lá no rancho. Galinha, bode, ovelha... tem
de tudo. E, claro cuidou da gente também! Não sossegou enquanto não sentamos para almoçar. Acho que foi a única família que entrevistamos inteirinha mesmo. Depois de lá, a Nati e a Amanda acompanharam a Cristina até o rancho e eu voltei para a fundação, para deixar a câmera carregando e evitar mais uma crise de dor de cabeça, causada pelo excesso de sol. Se o povo daqui está reclamando do calor, imagina as paulistinhas aqui.

À tarde fomos até a casa da dona Irenice, mãe do Samuel e a entrevistamos também. O Samuel foi uma das primeiras crianças a chegar na Casa Grande e hoje, com tudo o que ele aprendeu por aqui, faz faculdade de Audiovisual, é gestor no Sesc Crato e guitarrista (fera) da Abanda. Saindo de lá, as meninas aproveitaram para comprar biquínis. R$ 8!!!! E lindos!

A água acabou de novo, mas dessa vez era a Amanda quem estava debaixo do chuveiro. Da-lhe banho de caneca. E juro, num calor desses, não há coisa melhor. Demos umas belas garfadas na macarronada da Marizete já voltamos para a fundação à noite. Passamos para tomar um sorvete da Cremel que sempre parece atraente, devido ao climinha desértico, mas SEMPRE causa arrependimento depois de umas três colheradas. Doce demais aquilo. Sentamos na frente da Casa e lá ficamos conversando e batucando com as crianças. Dentro da fundação, mais uma rodada de batucadas seguida de um campeonatinho de xadrez. Não preciso dizer que os meninos deram um banho na gente, né? Nem me atrevi! A Nati perdeu do Momô, mas aprendeu um bocado.

De volta para dormir, ainda deu tempo de comer a salada de frutas da Marizete, que é simplesmente incrível. Ah e amanhã é o último dia da Amanda aqui. Meu coração já aperta de pensar que eu também vou ter que me despedir.

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