sexta-feira, 25 de setembro de 2009

24/09 (quinta): OI? TCC? (dia de folga merecida e imprudente)

Acordar hoje foi uma dureza. Os despertadores foram ignorados e só conseguimos levantar umas 9h. Pois é, agora já achamos que isso é tarde. Nem me reconheço. Mas, não esperem que eu continue assim em São Paulo. Estou com o status saudável on-line, porém sinto que a conexão é temporária. Veremos!

O dia foi de leseira total hoje. A Amanda estava no clima de ir embora, então aproveitou para comprar tudo que ela precisava levar. Cajuínas, pipocas Gravatá, lembrancinhas, enfim. Eu aproveitei para brincar muito com as crianças. Brinquei de passa-anel, de bater figurinhas, montei quebra-cabeça, corri com elas no pátio da fundação, batuquei, toquei flauta, aquelas coisas que adultos normais costumam fazer. (risos) Claro que a Nati e a Amanda me zoaram: “Nayla, já pra casa!”. Muito adultas elas também, viu?

De útil mesmo, fizemos poucas coisas. Fizemos imagens da Casa Grande, filmamos os meninos limpando o museu, mas, no geral, o dia foi de tirar muitas fotos com as crianças, para aproveitar enquanto a máquina profissional da Amanda ainda estava aqui, e depois brincar muito também. A despedida dela nos conscientizou da iminência da nossa. Tenso. Mesmo!

Já deixamos a Marizete avisada de que hoje almoçaríamos com a Merivan. Ela preparou um almoço maravilhoso e teve a coragem de dizer que estava meia-boca, porque ela fez com pressa. Imagina se fosse com calma, não saíamos mais da mesa! Ela cuida da cantina da fundação, então, apesar de convidadas dela, almoçamos por aqui mesmo. Depois do almoço, mais pasmeira: fotos, conversas, fotos, brincadeiras, fotos, conversas, fotos, brincadeiras... suuuuper produtivo.

Depois do samba, ensinei o baião na percussão corporal. Tem criança que pega muito rápido ( e até nisso os meninos da Casa Grande são diferentes, aprendem rápido e adoram aprender), mas algumas são mais lerdinhas. Por isso ‘inventei’ um baião simplificado. Imagine a cena: eu tocando Asa Branca na flauta, a Daiane (10 anos) cantando, umas 5 crianças fazendo o batuque do baião e, no centro da roda, o Thiaguinho (3 anos) e o Momô (da bandinha) dançando e jogando uma capoeira inventada. Se não deu para imaginar, tudo bem. Amanda filmou! Ou eu chorava, ou tocava flauta. Com dificuldade, optei pela 2ª alternativa. Ah! E o Iêdo saiu lá da rádio, onde estava transmitindo o seu programa, para vir me ensinar o finalzinho da música, que eu ainda não sabia. E o coração, ó, apertadinho... Saudade antecipada.

A Amanda é minha heroína. Quando deu 17h40, mais ou menos, ela entrou no ônibus para voltar par a o Crato e ir de lá para Juazeiro, onde fica o aeroporto. O olho encheu de lágrima, mas a mulher ficou firme e forte. As crianças deram AQUELE abraço coletivo nela. Apertado e demorado de um jeito, que o povo do ônibus começou a chiar. A maioria lá dentro já estava atrasada para a aula e outras atividades que fariam no Crato.

Agora uma dupla, eu e a Nati voltamos à pousada para tomar banho e jantar. Lá para as 20h, voltamos para a fundação. Momô, Iêdo, Renê e Filipim estavam ensaiando uma peça, que eles criaram para um trabalho da escola. Ao som de ‘Ave Maria Sertaneja’, de Luiz Gonzaga, encenaram direitinho. Cada um com sua fala e movimentos bem ensaiados. Deixamos os figuras à vontade e fomos para a rádio ficar com a Valesca (17 anos). Ela faz os gibis, junto com o Jenfte, e desenvolve outras funções na casa. No programa de hoje, ela fez questão de tocar ‘Formato Mínimo’, do Skank. Música que a faz lembrar muito de São Paulo. Essa é uma querida. Mas muito mesmo.

Voltamos para o teatro, e eu fiquei lá no mezanino com o Danielzinho, que estava responsável pela parte de som da peça. Ele me mostrou o mapa de palco do teatro, ensinou como se mexe na mesa de som, na iluminação, mil coisas. Tome, jornalista!!! Com 11 anos, ele sabe muito mais que você! (risos)

Despachamos as crianças para casa, afinal já eram 21h30, e ficamos no laboratório de TV conversando com o Rivaldo. Pedi para dar aquela olhadela no orkut e papeamos até umas 22h. Nesse intervalo, minha mãe me ligou. Sei lá porque (talvez pela proximidade do fato inevitável) tocamos no assunto ‘ir embora’. Caí em um choro, que eu não consegui nem continuar a conversa. De falar disso agora, o olho já encheu de lágrima aqui, mas hoje estou controlada. Ela, que bem me conhece, decidiu me ligar depois, porque sabia que eu não pararia tão cedo.

Voltamos para a pousada, comemos um docinho de banana, tomando cajuína (isso vicia, cuidado!) e conversando com o Jef. Outro figura. Tem 16 anos, mas conversa como adulto. E foi ele quem nos salvou da enorme ameaça de um grilo desgovernado e uma perereca voadora. Ok, o grilo estava quase morrendo e a perereca tinha menos de 10 cm, mas precisavam estar EXATAMENTE na porta do quarto? Sãs e salvas pelo nosso herói, fomos dormir com a promessa de acordar às 6h. Com UM despertador só. Oh, Lord!

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